Homo obsoletus: Precariedade e desempoderamento na turboglobalização

Ficha bibliográfica

Serie: Pensamiento
ISBN ebook: 9788490076200
ISBN papel: 9788490076217
Páginas: 130
Traductor: Ana Paula Diniz y Gabriel Rocha
Categories:Contemporáneos, Novedades, Pensamiento
Author:Gonçal Mayos
Categoría: Cultos modernos Etiquetas: España, Siglo XXI

Descripción

Somos turbohumanos precários e desorientados? A terra inteira está hoje totalmente dominada pela humanidade, por que então vivemos como perdidos em um complexo labirinto do qual não conseguimos sair? Nunca antes o poder coletivo humano foi tão grande sobre todas as espécies e a natureza, porém, a vivência humana por antonomásia é a precariedade existencial (não só econômica!) e o mais angustiante desempoderamento pessoal.
Precisamente quando o espaço Terra se apresenta como uma totalidade perfeitamente mapeada e cruzável com a maior facilidade, nos perdemos frente à incrível aceleração do tempo, as mudanças e a turboglobalização. Esquecendo fenômenos como o despertar do terrorismo global e a crise pós 2008, a humanidade deixou para trás a violenta e «quente» «era das catástrofes», e a bipolar e ameaçadora «Guerra Fria», para se deixar adormecer languidamente na festa pós-moderna.
Mas inclusive para além desses conflitos, o mundo hiperacelerado destrói totalmente qualquer pausa ou descanso para os «turbo humanos» de hoje. Por isso, nós nos vivenciamos como perdidos no labirinto do deserto e sofrendo patologias associadas como a síndrome de burnout. Vivemos a hiperexigência baseada no empreendedorismo total que converte cada ser humano em uma marca comercial que deve ser «vendida» como der.
Parece que a aceleração da destruição criativa deixou de ser uma espécie de processo progressista e benévolo desde o desenvolvimento capitalista, para ser muito mais tortuosamente desestruturante. Por isso a maioria da população tem grandes dificuldades em superar reiteradamente e ao longo de sua vida esse incessante e cada vez mais rápido poder dissolvente. A humanidade é hoje exigida (em parte auto exigida) a um nível que a põe à prova, e facilmente à derrota.
Inevitavelmente essa evolução comporta obsolescência ou, pelo menos, a fragilização da humanidade? Ou melhor, por trás da tormenta que estamos hoje sem dúvida, virá novamente a calma? Uma nova sociedade recomposta, reequilibrada e reestruturada voltará a acolher minimamente os indivíduos castigados?